Pensando em como podemos te ajudar a superar esse momento, preparamos para você algumas sugestões para que você possa seguir com o seu plano de negócios em meio a crise, para isso você terá que fazer adaptações para continuar exercendo suas atividades.

1. Planejamento

O primeiro passo é se planejar bem para esse momento. Sabemos que o momento é de incertezas e notícias novas saem todos os dias, mas dentro do possível planeje seus próximos passos.

Nesse planejamento é importante dar atenção a alguns pontos. O primeiro deles é a sua demanda de produção. Provavelmente suas vendas irão cair e é preciso se ajustar para isso.

Isso evita gastos desnecessários com fornecedores, comprando a quantidade correta de matéria-prima e evitando que produtos fiquem muito tempo parados no estoque.

Provavelmente algumas atividades serão alteradas na sua empresa, com novas demandas e algumas atividades se tornarão dispensáveis É importante investir um tempo planejando essas mudanças que afetarão seus colaboradores e prepará-los.

O setor financeiro deve passar por um pente fino, filtrando todos os gastos da empresa. Você deve ter consciência de todos os custos fixos e variáveis, essenciais ou não, para a sobrevivência da sua empresa.

Sabendo quais são os gastos essenciais para os próximos meses e a quantia  em caixa se tem uma noção de quanto tempo sua empresa pode permanecer sem receita.

O seu planejamento deve levar em questão esse tempo de vida que sua empresa tem e buscar alternativas para obter recursos para sobreviver nos demais meses caso a crise se estenda.

Você deve imaginar diferentes cenários para essa crise, durando mais ou menos tempo, e se planejar para cada um deles o máximo que puder.

2. Empregados

A folha de pagamento normalmente são um custo alto nas empresas, mas além do custo é uma responsabilidade da empresa para com seus colaboradores, de bastante atenção aos seus colaboradores, eles também estão assustados com a crise.

Inevitavelmente algumas empresas terão que demitir funcionários, mas esse deve ser um último recurso. O governo flexibilizou algumas questões, como as férias dos colaboradores para evitar demissões.

No caso das férias, as empresas poderão dar férias mesmo para quem não tenha completado os 12 meses trabalhados. Essas férias serão proporcionais aos dias que o colaborador tem direito. O empregado deve ser avisado das férias com 48 horas de antecedência.

O banco de horas também é uma alternativa, em caso de empresas maiores deve haver  negociação com o sindicato. Uma vez aprovada, é uma ótima alternativa, para que seus colaboradores reponham essas horas após a crise.

O governo também aprovou uma redução na carga horária e consequentemente no salário dos colaboradores, esses cortes podem chegar até 50% e o colaborador tem parte do seu salário pago pelo governo.

Para algumas empresas, principalmente as da área de tecnologia, uma boa alternativa é o home office, garantido o funcionamento das atividades da empresa mesmo com o isolamento social, mantendo os colaboradores ativos e produzindo tanto quanto no trabalho comum na empresa.

3. Negocie com seus fornecedores

O momento requer a colaboração de todos os setores da economia e muitos fornecedores se mostram abertos para novas negociações nesse cenário de crise. Para eles é fundamental que sua empresa tenha condições de continuar comprando.

Para isso não excite em reavaliar todos os seus fornecedores, entendo aqueles que são essenciais para seguir com suas atividades, procure negociar preços menores ou novos fornecedores.

Se possível trabalhe com mercadoria consignada, você paga somente pelo o que for vendido, evitando perdas de produtos e capital parado em estoque.

Os contratos de locações também devem ser reavaliados nessa hora. No caso de shoppings, a Alshop ( Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), anunciou que os lojistas terão isenção do aluguel no período de fechamento determinado pelo governo.

Você pode pedir essas negociações por não poder cumprir com o contrato por motivo de força maior. A crise do coronavírus pode ser interpretado dessa maneira pelo judiciário, abrindo espaço para novas negociações.

4. Tributos

O governo anunciou uma série de medidas quanto ao pagamentos de tributos que são de  obrigações das empresas, para que elas possam ter mais tempo e com isso amenizar a crise.

Algumas medidas são específicas para quem é Microempreendedor Individual (MEI), como a prorrogação das parcelas referente a Abril, Março e Junho do Simples Nacional. Que deverão ser pagos respectivamente em Outubro, Novembro e Dezembro.

O FGTS correspondente a esses 3 meses também poderão ser adiados em parcelados em até 6 vezes,com vencimento a partir de Julho.

5. Vendas on-line e delivery

Se por um lado as pessoas não estão saindo, por outro estão comprando mais de suas casas. As vendas pela internet tem sido a solução perfeita para várias empresas em tempos de crise do coronavírus.

Se você não possui um site pode utilizar um marketplace, são sites que divulgam e vendem seus produtos e cobram uma taxa por isso.

Para vender pela internet é importante se destacar, chamar atenção, fazendo uma boa divulgação focada no público que tem mais chances de consumir o seu produto.

Ferramentas simples como o whatsapp e o instagram podem ser ótimas para começar as suas vendas pela internet.

Especialmente para restaurantes o delivery tem sido um respiro em meio a crise. Em alguns lugares as vendas até aumentaram com o serviço de entrega. É importante se atender as normas de de segurança da OMS, Organização Mundial da Saúde.

Seja com vendas on-line ou delivery é importante que o seu cliente saiba desse serviço e que se sinta seguro para consumir. É importante uma boa comunicação, passando as novidades e também compartilhando que sua empresa está preocupada em seguir todas as orientações sobre o coronavírus.

6. Bancos

Os 5 maiores bancos anunciaram que irão prorrogar por 60 dias as suas dívidas. Os bancos são o Bando do Brasil, Caixa, Itaú, Santander e Bradesco. Serão prorrogadas as dívidas das pequenas e médias empresas, além de pessoas físicas.

É válido para contratos vigentes e com a situação em dia. Cada banco terá sua própria política para prorrogar as dívidas, quanto aos prazos e condições dos novos pagamentos.

7. Antecipar receitas

Essa é uma alternativa que vem ganhando forças. Algumas empresas dispõem de vouchers para os seus clientes poderem comprar agora e usar depois que a crise acabar.

Essa é uma maneira de continuar gerando receita nesse período. Funciona muito bem para quem possui um público mais próximo e fiel. Comunicando que gostaria de contar com o apoio de seus clientes nessa hora e que dispõe desse recurso de comprar antecipadas.

Aqui é onde sua criatividade tem mais espaço para atuar em tempos de crise, pensando em campanhas e promoções que incentivam o seu cliente a realizar uma compra antecipada.

O fato é que a crise veio e já tem prejudicado muitas empresas. Mesmo diante de um problema desse tamanho o empreendedor deve se movimentar, e buscar por melhorias para se adequar às novas necessidades.

Para muitos o momento ainda pode ser uma oportunidade, de dar aquele passo rumo ao mundo ao digital, investir em um delivery e colher bons frutos mesmo depois da pandemia.

Não deixe de se manter informado e seguir essas dicas, elas podem dar um fôlego extra nas contas da sua empresa para suportar a crise.

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